Inovação no ensino superior( Marcos Masetto)
Denomina- se inovação as novidades da era tecnológica da
informação e da comunicação, as novas condições para o conhecimento, a busca de
um saber interdisciplinar, as recentes revisões das carreiras e dos perfis
profissionais, até as demandas que o século XXI dirige à educação em seus
diferentes ângulos.
Mas usar um pouco de tecnologia da informação e da
comunicação em aulas não é algo inovador, tampouco prover um laptop ou notebook
aos alunos para suas anotações. Possuir programas ou disciplinas EAD,
introduzir disciplinas novas na grade também não é uma forma de inovação.
Essas afirmações trazem à tona as seguintes questões: O que seria inovar em sala de aula e no
ensino superior?
As
inovações educacionais nunca se apresentam, com características de
neutralidade, mas surge de um contexto social, de determinada concepção de
educação e como resposta a necessidades emergentes para as quais os paradigmas
atuais já não oferecem encaminhamentos aceitáveis.
A inovação surge em um processo histórico de
uma instituição em determinado tempo, e ela mesma tem sua história.
Inovação é um conjunto de intervenções, decisões e
processos, com intencionalidade e sistematização que trata de modificar
Atitudes, ideais, cultura, conteúdos, modelos e
práticas pedagógicas e introduzir novos materiais curriculares,
estratégias de ensino e aprendizagem, modelos didáticos e outras formas de
organizar e gerir o currículo, a escola e a dinâmica da classe.(Carbonell).
Analisando as ideias de Carbonell percebe- se que para que,
para que haja inovação é necessário uma mudança geral na escola ou instituição,
o que impulsiona essa mudança é a necessidade de encontrar respostas as novas
questões que aparecem. Para que a inovação ocorra, o projeto deve ser construído no coletivo, não
só por professores, mas partindo do
cargo mais elevado até o mais simples funcionário dentro de uma instituição.
Assim
como na escola, a inovação no ensino superior se dá a partir de um processo
histórico, surgem novas tecnologias, novas questões, o professor precisa de
novas respostas e percebe que não é o detentor do conhecimento, então o
professor passa a se questionar sobre o que ensinar e como ensinar para que os
educandos se enquadrem no mercado de trabalho sem maiores problemas, já que o
ensino superior tem como principal função a formação de proffisionais que sejam
capazes de resolver diferentes problemas, surge então a necessidade de novas
práticas pedagógicas no ensino. Essa inovação deverá mover toda universidade,
todos os eixos constitucionais da organização do ensino superior.
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